União Química inicia produção da vacina russa Sputnik V no Brasil

O imunizante já foi aprovado pelos órgãos reguladores em países da América do Sul, como a Argentina, a Bolívia, a Venezuela e o Paraguai.

Foto: Divulgação

O diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), Kirill Dmitriev, anunciou hoje (21) que a vacina Sputnik V já está sendo produzida no Brasil pela empresa União Química.

O representante da RDIF diz que a expectativa é de que o pedido para o uso emergencial do imunizante russo contra o coronavírus no país seja feito “nas próximas semanas” à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A agência negou uma solicitação similar feita pela farmacêutica brasileira no último sábado (19) porque os ensaios clínicos da terceira fase do estudo da Sputnik V no Brasil não haviam sido autorizados.

O governo da Bahia, então, requisitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade de compra e distribuição das doses. Após a solicitação, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, determinou ontem (20), que a Anvisa forneça à administração baiana informações sobre a análise do pedido para uso emergencial das doses.

Os estados e municípios podem recorrer ao Supremo para pedir esse tipo de permissão para vacinas que já tenham sido aprovadas por autoridades sanitárias de outros países, com certificação da Organização Panamericana de Saúde (Opas), mesmo sem o aval da Anvisa.

A Bahia fechou um acordo com a fabricante do imunizante para a aquisição prioritária de 50 milhões de doses do imunizante em agosto do ano passado.

A Sputnik V já foi aprovada pelos órgãos reguladores em países da América do Sul, como a Argentina, a Bolívia, a Venezuela e o Paraguai.

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