Toffoli diz que inquérito das fake news mira ‘máquina de desinformação’

"Não podemos normalizar, condescender e aceitar as fake news como um fenômeno inevitável...temos que ter regulação, sim”, argumenta o presidente do STF.

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli defendeu hoje (28) a criação de uma legislação específica para combater as fake news. O ministro afirmou o país precisa de instrumentos para identificar e punir quem propaga informações falsas nas redes sociais, entretanto, não fez referência ao projeto de lei que tramita no Congresso sobre o tema.

“Não podemos normalizar, condescender e aceitar as fake news como um fenômeno inevitável. Não podemos aceitar isso como algo que seja impossível de combater ou que seja algo que se tornará natural no dia a dia. Nós temos que ter instrumentos, sim, nós temos que ter Estado, sim, nós temos que ter regulação, sim. Nós temos que ter responsabilidade do mercado, sim, a respeito desses temas”, afirmou Toffoli em debate promovido pelo ‘Poder 360’.

Ao comentar o inquérito das fake news que tramita no Supremo, o ministro disse que a intenção não é coibir críticas que são feitas à Corte.

“O que se investiga naquele inquérito vai muito além de manifestações ou críticas contundentes contra a Corte. Trata-se de uma máquina de desinformação, utilizando-se de robôs, de financiamento e de perfis falsos para desacreditar as instituições democráticas republicanas e seus agentes”, afirma.

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