Sobe para 11 número de mortos em protestos no Chile; presidente diz que país está ’em guerra’

População chilena protesta contra o modelo econômico do governo de Sebastián Piñera.

Foto: @Carabdechile / Fotos Públicas

A onda de protestos violentos que atinge o Chile desde sexta (18) deixou 11 mortos e pouco mais de 1,4 mil detidos. Após a segunda noite de toque de recolher que vigorou em várias regiões do país, das 20h de ontem (20) até as 6h de hoje (21), o metrô voltou a funcionar parcialmente.

O modal, que transporta diariamente quase 3 milhões de pessoas, estava fechado desde sexta, depois que 78 estações e trens sofreram ataques durante violentas manifestações contra o aumento nas tarifas. A empresa estatal que administra o serviço estima um prejuízo de mais de US$ 300 milhões.

Em um pronunciamento feito na noite de ontem, o presidente chileno, Sebastián Piñera, disse que hoje será um “dia difícil”. “Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém, que está disposto a usar a violência e a delinquência sem qualquer limite”, declarou.

A população chilena protesta contra o modelo econômico do governo. O estopim da revolta foi o anúncio do aumento de 30 pesos na tarifa do metrô, equivalente a 20 centavos de real. Mesmo com a suspensão do aumento, as manifestações continuaram.

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