Sesab teme crescimento de faltosos e pede busca ativa de municípios para 2ª dose

A pasta estadual tem orientado as cidades baianas a fazerem busca ativa das pessoas que tomaram a primeira dose e não compareceram para completar o esquema vacinal.

Foto: Bruno Concha/Secom

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) está conduzindo um levantamento específico com os municípios para apurar quantos são os casos de abandono da imunização contra o novo coronavírus. Somente em Salvador, 3,5 mil pessoas não voltaram às unidades de saúde para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

A pasta estadual tem orientado as cidades baianas a fazerem busca ativa das pessoas que tomaram a primeira dose e não compareceram para completar o esquema vacinal.

Em Salvador, dado o tamanho da cidade e o alto número de faltosos na aplicação da segunda dose, a estratégia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) tem sido divulgar através da imprensa e das redes sociais a informação e alertas sobre a necessidade e importância de tomar o reforço e completar o esquema vacinal.

O próximo passo da gestão municipal será enviar mensagens de texto para os celulares de quem não voltou aos postos. Ao se cadastrar no Sistema Único de Saúde (SUS), o cidadão informa dados pessoais como nome, endereço e telefone de contato. A secretaria espera que a estratégia dê certo, mas não descarta a realização de busca ativa, que é quando as equipes vão até as pessoas para que sejam vacinadas.

A infectologista da SMS, Adielma Nizarala, destacou que cientificamente não há indícios de que haja problemas relacionados a passar o prazo de tomar a segunda dose, mas que a pasta vem se esforçando para seguir à risca a bula das vacinas e os prazos estabelecidos pelos fabricantes para aplicação das doses de reforço. Ela ressalta que “vacina não perde o efeito”.

“Tanto que você não retoma o esquema vacinal. Se passarem 40 dias e não for fazer, na hora que for vai tomar a 2ª dose. Não vai precisar fazer a primeira dose e todo o esquema de novo. Entretanto a gente tem tentado seguir à risca a bula do fabricante, até pra gente ter o controle, saber quem é que já tomou a segunda dose”, explicou a infectologista.

Sobre a orientação dos fabricantes das vacinas quanto aos prazos, a Secretaria da Saúde da Bahia informou ao Bahia Notícias que no caso da Coronavac o tempo máximo para a aplicação da segunda dose é de 4 semanas. Da Oxford/Astrazenca 12 semanas. “Os estudos técnicos ainda não permitem afirmar que após esse prazo as vacinas perdem totalmente a sua eficácia”, frisou a Sesab.

A pasta também alertou para a recomendação de que as pessoas que se infectaram após a primeira dose devem aguardar pelo menos quatro semanas para tomar a segunda. Apesar de não haver indícios de que a vacina perca o efeito, os fabricantes reforçam que a taxa de imunização só pode ser garantida quando for cumprido o protocolo testado.

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