Servidores são maioria em 56% das cidades pequenas no Brasil

Municípios podem ser afetados caso seja aprovada a proposta de fusão apresentada pelo governo federal.

Foto: Vilamir Azevedo / Wikimedia Commons

Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo com base em dados oficiais aponta que, em 56% das cidades que podem ser extintas com a fusão de municípios proposta pelo governo federal, há mais pessoas empregadas no serviço público do que trabalhando com carteira assinada na iniciativa privada.

A informação foi obtida após análise da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2018, da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, na qual consta o registro de todos os trabalhadores formais, nos setores público e privado. Em 682 dos 1.217 municípios que seriam afetados pela medida, as prefeituras são os maiores empregadores, enquanto os trabalhadores privados formais representam 0,58% dos moradores.

Nos mais de mil municípios que podem ser incorporados a outros, há pouco mais de 4 milhões de habitantes, sendo 253 mil (6,2%) servidores municipais, que podem perder o emprego caso suas cidades sejam fundidas a outras. A parcela da população que trabalha no setor privado, com carteira assinada, corresponde a 7,6% dos moradores (309 mil pessoas).

A fusão de municípios também afetaria os vereadores, um grupo de quase 10 mil pessoas nessas cidades, assim como os prefeitos e vice-prefeitos. Nas Câmaras de Vereadores, há 5,5 mil servidores, entre concursados e celetistas.

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