Semana mundial da alimentação é um alerta geral

A FAO informa que nos últimos 10 anos de setembro de 2011 a este setembro atingimos o maior nível de preços da temporada.

Foto: reprodução / A Tarde

16 de outubro celebramos o Dia Mundial da Alimentação. Estamos a quase 1/4 do novo século XXI, e apesar do desenvolvimento científico, tecnológico, da integração de cadeias produtivas produzindo alimentos em abundância e baratos, com distribuição global, ainda contamos com fome, má nutrição, inflação de comida básica, e milhões de agricultores fora dos mercados. Desta forma empreendedorismo e cooperativismo continuam sendo as varas vitais para pescar ao invés de planos que objetivem “dar peixes“.

A FAO informa que nos últimos 10 anos de setembro de 2011 a este setembro atingimos o maior nível de preços da temporada. Nos últimos 12 meses a comida ficou 32,8% mais cara no mundo. Se por um lado quase 5 bilhões de habitantes da terra tem menos de US$ 69 por semana para comer, com 1 bilhão deles com menos de US$ 1,50/semana, onde 800 milhões passam fome absoluta, do outro lado da pirâmide, no topo do iceberg, 2 bilhões que comem muito, não sabem comer e apresentam problemas de obesidade e suas consequências.

Então fica aqui a pergunta “que não quer calar“ na semana mundial da alimentação: onde está o problema e onde mora a solução? Ausência de um planejamento estratégico de segurança e saudabilidade alimentar para a humanidade. Não temos.

Quando olhamos o noticiário sobre o agronegócio brasileiro por exemplo, ao longo de uma semana, ou um mês, ou um ano, podemos ler múltiplas peças de um quebra cabeça, cada peça com seu indiscutível valor, porém não formam um conjunto, não montam uma paisagem. Não compõem um design estratégico único.

Falta planejamento estratégico das cadeias produtivas do agro brasileiro, vindo desde as minas de fertilizantes até as mesas dos consumidores dentro de uma moderna economia circular ESG, seguindo pelo acesso a mercados de milhões de agricultores brasileiros em múltiplas cadeias produtivas do A do abacate ao Z do zebu. Se não elevarmos o acesso de 5 bilhões de seres humanos na terra incluindo o povo brasileiro, à obtenção de renda digna, podemos produzir o dobro dos alimentos de hoje, mas eles só engordarão os que já estão gordos além dos maravilhosos pet seres, com rações maravilhosas, moderníssimas, enriquecidas com tudo de bom. Alerta geral século XXI não suporta mais indignidade de vida humana e de toda forma de vida.

Planejamento estratégico nacional e mundial do complexo inteiro do agribusiness é a solução urgente e já. SO.CO.RR.O: Sociedade Cooperativa Racional (ao quadrado R, bota racionalidade nessa fórmula) Organizada. Não é só comida, é dignidade de vida.

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