Outubro Rosa: o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento

O autoexame das mamas é uma das práticas mais importantes de prevenção do câncer de mama.

Foto: Reprodução

O câncer de mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, e corresponde a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29% e, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, para cada 100 mil habitantes, são esperados 70 casos de câncer de mama. “Uma importante forma de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama é o autoexame das mamas”, destaca a ginecologista da Clínica EMEG, Ticiana Cabral.

E foi justamente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, estimular a realização do autoexame, facilitar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à pesquisa, que nasceu o Outubro Rosa, campanha criada na década de 1990 nos Estados Unidos e que ganha força a cada ano. “O ginecologista exerce um papel importantíssimo no diagnóstico precoce porque, apesar de todos os avanços científicos que têm revolucionado o tratamento do câncer nos últimos anos, descobrir a doença no início ainda é um fator determinante para o sucesso do tratamento. E o autoexame é um dos primeiros passos”, explica a ginecologista da EMEG, Ana Cristina Batalha. “Além do controle oncológico, o tratamento busca restabelecer a mulher a sua plenitude física, emocional, sexual e laboral”, completa.

O autoexame é um método simples e que pode ser feito em casa por toda mulher. “Deve ser realizado uma vez ao mês e consiste em três passos simples: observação em frente ao espelho, palpação da mama em pé e a repetição da palpação deitada”, explica a ginecologista da EMEG, Cristina Sá. “É muito importante avaliar o tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, saliências ou rugas. Ao perceber qualquer alteração, a mulher já deve procurar um ginecologista”.

Além disso, a atenção deve ser redobrada para mulheres após os 20 anos, que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos, sem a incidência de câncer entre os familiares, que precisam realizar, além do autoexame, a mamografia. “Vale lembrar que, quando diagnosticado precocemente, o tratamento para o câncer de mama é muito eficaz sendo possível até evitar terapias mais agressivas”, afirma Ticiana.

Fatores de Risco

O câncer é formado pela multiplicação de células anormais que dão origem a um tumor e a idade está entre os principais fatores de risco para a doença, pois cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. “Há vários tipos de câncer de mama, por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor”, conta Ana Cristina.

Entre os fatores de risco, também estão os ambientais e comportamentais, como obesidade e sobrepeso após a menopausa, sedentarismo e inatividade física e consumo de bebida alcoólica; fatores reprodutivos e hormonais, como primeira menstruação antes de 12 anos, não ter tido filhos, e fatores genéticos como histórico familiar.

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