Não é possível saber quanto petróleo ainda pode chegar, diz ministro

Declaração foi dada pelo ministro da Defesa durante apresentação sobre esforços do governo federal para conter óleo.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, disse hoje (4) que ainda não é possível saber quanto petróleo ainda chegará nas praias. “É difícil porque ele fica a meia água, é imperceptível. Nós não sabemos a quantidade derramada, o que está por vir ainda. Avançamos na investigação. Nós vamos ver aqui”, declarou.

O general apresentou à imprensa os esforços do governo federal para limpar as manchas de óleo e descobrir os responsáveis. Um dos últimos pontos atingidos foi o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. De acordo com o ministro, a região já está limpa.

O comandante de Operações Navais, o almirante de esquadra Leonardo Puntel, apontou que é difícil também saber se o resto do óleo continuará na costa brasileira. “O que nós estamos vendo nesta fase? Um arrefecimento do óleo chegando às praias. As correntes marítimas tomam rumos diferenciados. Muito óleo que foi lançado ao mar pode ter pegado o rumo das correntes da Guiana e se dirigido ao Caribe. Talvez até a maior quantidade. A gente não sabe dizer, mas é uma possibilidade”, afirmou Puntel.

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