Musculação ajuda a fortalecer o cérebro de idosos

Resultados positivos só foram identificados quando os grupos musculares testados eram analisados em conjunto.

Muitos acreditam que o principal benefício das academias é auxiliar jovens e adultos a adquirir massa muscular e a perder peso. Mas, além desse fator, a musculação também se configura como um método eficaz para fortalecer não só os músculos, como também o cérebro de idosos. Pelo menos é o que indica uma pesquisa publicada no European Geriatric Medicine.

Para executar esse estudo, pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental fizeram exames neuropsicológicos em 338 voluntários acima de 60 anos. Os resultados mostraram que quem se saiu melhor foram aqueles que apresentaram maior potência muscular após uma série de exercícios. Os participantes da pesquisa foram colocados em um circuito fitness que trabalhava, isoladamente, os punhos e os membros superiores e inferiores.

Os resultados positivos só foram identificados quando os três grupos musculares eram analisados em conjunto. Normalmente, apenas os exercícios de punho são analisados nesse tipo de teste. Para os pesquisadores, isso mostra que os idosos precisam ser submetidos a uma maior gama de prática de atividades físicas, com foco em todos os grupos musculares, em vez de focar em apenas um.

Com um bom time de profissionais, a musculação pode ser realizada por qualquer pessoa que esteja na terceira idade, com exceção daquelas que possuem um diagnóstico específico que as impeça de praticar atividades físicas. Os exercícios não são milagrosos e o ideal é que sejam realizados de forma regular durante toda a vida. Mas, na terceira idade, a preocupação é ainda maior, por causa da maior incidência de doenças como osteoporose (fraqueza dos ossos).

A perda de massa também se acentua e o cuidado com tendões e articulações deve ser redobrado, já que há maior risco de torções. As atividades físicas também ajudam a controlar a prevenção de colesterol, diabetes e alterações da pressão arterial, entre outros problemas de saúde. Em alguns casos, se houver a recomendação de um nutricionista, a pessoa idosa pode até mesmo se valer de suplementos, para aumentar a força e a tônica muscular.

Para quem deseja iniciar atividades físicas, no entanto, é necessário, antes, passar por alguns profissionais. Consultar um médico e realizar exames para saber se está apto a praticar musculação é uma boa recomendação; por outro lado, o aluno deve fazer uma análise minuciosa com um educador físico, para montar um plano de treino condizente com os limites de cada indivíduo.

A intensidade e o volume dos treinos devem ser diferentes do que é praticado por pessoas mais jovens. Os aparelhos, por sua vez, podem ser os mesmos, mas cada exercício necessita de adaptações em relação à carga e à dificuldade imposta. Também deve haver um acompanhamento das condições físicas da pessoa idosa e dos indicadores de saúde.

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