Mulher simula sintomas do coronavírus para ter prioridade em UPA

Paciente foi presa após ser desmentida por familiares; mentira incorreu em autuação por falsidade ideológica.

Foto: Google Street View

Uma mulher foi presa na noite da última sexta-feira (7) por fingir que estava infectada pelo coronavírus para ser atendida primeiro numa Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). O caso aconteceu em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Segundo O Globo, policiais da 12ª DP informaram que Claudete inventou que havia retornado de uma viagem a Hong Kong, província autônoma da China. A mentira desencadeou a utilização de protocolos internacionais para tratamento do vírus: a paciente foi isolada e submetida a uma série de exames e questionamentos.

“Claudete, por um motivo absolutamente egoístico, concentrou a atenção e os cuidados de inúmeros profissionais da saúde que estavam atuando na UPA neste dia, mantendo por horas a narrativa fantasiosa de um recente retorno de uma viagem a Hong Kong, provocando a utilização de protocolos internacionais para o combate ao vírus, inclusive a comunicação imediata da sua aos órgãos competente”, declarou a delegada titular, Valéria Aragão.

A paciente foi presa dentro da UPA, depois de ser desmentida por familiares, que revelaram que ela não viajou para fora do país, nem mesmo possui passaporte. Claudete foi confrontada e assumiu a mentira, que incorreu na autuação por falsidade ideológica e por provocar alarme, anunciar desastre ou perigo existente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto.

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