Morte de adolescente em SP foi por púrpura trombótica e não por vacina, conclui Saúde

O relatório que traz as conclusões da investigação sobre a morte do jovem, que morava em São Bernardo do Campo (SP), ainda será divulgado.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Depois da Secretaria da Saúde de São Paulo, o Ministério da Saúde também concluiu a investigação sobre o caso de uma adolescente de 16 anos que morreu uma semana após ser vacinado contra a Covid-19 com o imunizante da Pfizer.

A pasta federal informou que o inquérito apontou como causa da morte um quadro causado com uma condição chamada púrpura trombocitopênica trombótica, um distúrbio autoimune de consequências graves, que leva à formação de coágulos pelo corpo.

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista à Folha de S. Paulo, o relatório não diz que a morte tem relação com a vacina. “Não dá para estabelecer uma vinculação”, afirma ele. “Mas também não dá para descartar”, segue o ministro.

O relatório que traz as conclusões da investigação sobre a morte do jovem, que morava em São Bernardo do Campo (SP), ainda será divulgado.

Queiroga também comentou que não há casos como este descritos na literatura médica. “Não sabemos se será um caso único ou se outros podem aparecer”, afirma.

O ministro afirma que “mesmo que o caso estivesse vinculado ao imunizante, isso não invalidaria a vacinação [desta faixa etária]”. “Os benefícios dela são infinitamente maiores do que os riscos”, completa.

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