Ministros do TSE acham difícil Bolsonaro criar partido a tempo de disputar eleições

Para participar do pleito, a sigla precisaria ter o registro aprovado na corte eleitoral até abril de 2020.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prazo para Jair Bolsonaro e a ala do PSL que o apoia criarem um novo partido a tempo de disputar as eleições municipais de 2020 é curto e praticamente inviável, afirmam ministros e ex-integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ouvidos pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Para participar do pleito, a sigla precisaria ter o registro aprovado na corte eleitoral até abril de 2020.

Para Bolsonaro, a saída para a crise com o PSL poderia ser uma nova legenda. Ministros alertam, no entanto, que a primeira etapa, de coleta de cerca de 500 mil assinaturas, é demorada – a tramitação pode se arrastar ainda mais se houver questionamento.

Quem conseguiu levar seis meses entre o anúncio de criação de um partido e a aprovação no TSE foi Gilberto Kassab, com o PSD. Aliados lembram, entretanto, que ele iniciou muito antes a busca de apoio para fundar a legenda. Além disso, de lá para cá, a lei ficou mais rígida.

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