Miliciano morto não era suspeito no Caso Marielle, diz Freixo

O deputado federal disse no entanto que Adriano da Nóbrega tinha relações comprovadas com a família Bolsonaro.

Foto: Agência Câmara

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) negou à coluna de Leonardo Sakamoto, do portal UOL, que Adriano da Nóbrega tenha envolvimento na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), após ser divulgado ontem (9) que o ex-capitão do Bope, líder de um dos principais grupos de matadores de aluguel do Rio de Janeiro, foi morto, em Esplanada, no interior da Bahia, por agente de segurança pública.

“Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, tinha relações comprovadas com a família Bolsonaro, mas não era suspeito da morte de Marielle. Quem diz o contrário está equivocado”, disse.

Ele teria reagido à tentativa de prendê-lo. Adriano permaneceu foragido por mais de um ano. Era procurado por assassinato, mas não o da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Não posso afirmar que foi execução ou queima de arquivo por não termos informações detalhadas. Mas ele não era suspeito da morte de Marielle. Não havia nenhum indício, diferentemente do que acontece com Ronnie Lessa”, afirma Freixo, que presidiu a CPI das Milícias quando deputado estadual, em 2008.

“Não há um sinal na investigação de envolvimento de Adriano”, pontuou. O deputado federal, que tem acompanhado a investigação junto à Polícia Civil e ao Ministério Público do Rio, fazia parte do mesmo grupo político que a vereadora.

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