Maioria dos brasileiros diz que boletins oficiais sobre coronavírus não são confiáveis

Um levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas mostrou que essa é a opinião de 66,1% das 2.166 pessoas entrevistadas.

Foto: Najara Araujo / Câmara dos Deputados

Enquanto o Brasil supera a marca de mais de 1 milhão de infectados e mais de 50 mil mortos pela Covid-19, a maioria dos brasileiros não confia nos números divulgados oficialmente pelos governos municipais, estaduais e federal. Um levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas mostrou que essa é a opinião de 66,1% das 2.166 pessoas entrevistadas. Outros 27,8% confiam nos dados oficiais e 6% não opinaram sobre a questão.

Esse questionário foi feito de segunda (15) a quinta-feira (18) passada, semanas após o Ministério da Saúde divulgar a intenção de mudar a metodologia dos dados para divulgar os óbitos ocorridos no dia e não mais registrados ao longo de 24 horas. Diante da repercussão negativa, o governo recuou, mas secretarias estaduais e um grupo de veículos de imprensa passaram a disponibilizar levantamentos independentes. Além disso, autoridades da saúde e até do governo já admitiram a ocorrência de subnotificação, uma vez que a taxa de testagem no Brasil ainda é baixa.

Mesmo assim, a pesquisa mostrou que os brasileiros se dividem em relação à realidade dos dados. Enquanto 35,6% dos entrevistados dizem o que o número real de infectados é maior do que o divulgado, 35,7% dizem que ele é menor. No meio-termo, 23% das pessoas ouvidas disseram que os números são iguais. Outros 5,7% não sabem ou não responderam ao questionamento.

Além disso, o instituto apurou a crença dos brasileiros sobre a existência da Covid-19. A grande maioria, 93,7%, acreditam que o coronavírus existe. Porém, 4% são negacionistas. Outros 2,4% também não sabem ou não opinaram sobre o assunto.

O Paraná Pesquisas realizou as entrevistas por telefone em 208 municípios do país, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. O grau de confiança é de 95%, já a margem de erro, de aproximadamente 2%.

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