Líder do Movimento de População de Rua, morre Maria Lúcia Pereira

Sepultamento acontece nesta quinta-feira (26).

Aos 51 anos, morreu nesta quarta-feira, em Salvador, Maria Lúcia Pereira, líder do Movimento de População de Rua da Bahia (MNPR-BA). O velório será realizado às 10h de quinta-feira (26), na Sede do Movimento Nacional População de Rua, no Pelourinho, e o enterro acontece às 16h, no cemitério Campo Santo, na Federação.

Antes do enterro, uma caminhada acontecerá – com flores – do Campo Grande ao Campo Santo por volta das 15h. “Mulher negra, desafiadora e ícone de resistência, Lúcia sempre acreditou na capacidade das pessoas em alcançar seus sonhos e lutou para dar mais dignidade à vida das pessoas em situação de rua. Grande parte das pessoas assistidas pela iniciativa em Salvador e em Feira de Santana também fazem parte do Movimento e possuem afeto e inspiração pela liderança. Sempre disposta a defender os direitos da população de rua, Maria Lúcia colocava as suas opiniões de forma precisa e lutou para contribuir na melhoria dos serviços públicos para aqueles que mais precisam”, diz nota divulgada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SJDHDS).

Ainda não há informações sobre as circunstâncias da morte de Maria Lúcia, que é fundadora do Movimento de População de Rua da Bahia; coordenadora nacional do Movimento Nacional da População de Rua; articuladora de ações efetivas para a População em Situação de Rua e Conselheira Nacional de Saúde.

Participou do Projeto de Economia Solidária voltada para a população de rua. Foi agente social do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População de Rua; monitora das violações de Direitos Humanos das Pessoas em Situação de Rua; auxiliar administrativa no Projeto Levanta-te e Anda; palestrante de Uso Abusivo de Substancias Psicossocial; e palestrante nacional da Política da População em Situação de Rua.

A líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT), lamentou a morte. “É uma grande perda para todos nós a morte de Lúcia. Ela foi uma grande guerreira, uma mulher que enfrentou todo tipo de adversidades na vida, que conseguiu criar um movimento forte que tem respaldo e responsabilidade direta pelas políticas públicas implantadas e que ainda estão sendo elaboradas”, destaca Marta.

Cidadã soteropolitana, cujo título foi concedido pela Câmara em 2016, por iniciativa da então vereadora Vânia Galvão (PT), Maria Lúcia foi moradora de rua durante muitos anos, dedicando sua vida para diminuir os riscos para as pessoas em situação rua. Ela também recebeu no mesmo ano a Medalha Zumbi dos Palmares, pela Câmara, solicitada pelo vereador Silvio Humberto (PSB).

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