Empreiteira baiana, OAS aumenta dívidas e corre risco de falir

Empresa está em dificuldade para pagar funcionários, fornecedores e impostos.

Foto: Divulgação/OAS

Uma das maiores empreiteiras do Brasil, a OAS Empreendimentos, acumula novas dívidas e corre risco de falir, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Conforme reportagem da Folha, que foi publicada nesta segunda-feira (15), a empresa está com dificuldade para pagar funcionários, fornecedores e impostos. Seguidos alertas sobre a grave situação da OAS têm sido feito nos últimos meses pela administradora judicial nos autos do processo de recuperação do grupo. Em um dos documentos, do mês de abril, a administradora judicial Alvarez & Marsal, umas das mais importantes do setor, afirma textualmente colocar em dúvida “a capacidade de soerguimento das suas atividades empresariais”. Nas próximas semanas, a Justiça deve aceitar o pedido de encerramento do processo de recuperação judicial, aberto quando acumulava R$ 8 bilhões em dívidas. Em contrapartida, passará a ficar exposta aos pedidos de falência impetrado pelos novos credores.

História da empresa

A OAS nasceu na Bahia, em 1976. César Matta Pires, seu fundador, era genro de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), o ACM, que governou o estado por três vezes e exerceu grande influência na política nacional por décadas. Apelidada pelos adversários de “Obras Arranjadas pelo Sogro”, a OAS chegou a ser considerada a 3ª maior empreiteira do país, atrás da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. Atuou em mais de 2.000 obras em 20 países, sobretudo na América Latina e na África. Construiu estradas, barragens, hidrelétricas, portos e aeroportos. Em 2014, tinha 127 mil trabalhadores diretos e indiretos. Hoje, são 19 mil.

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