Em projeção da Fecomércio, Bahia deve perder R$ 375 milhões com cancelamento do São João

A estimativa anterior da Fecomércio era de queda de 23% na segunda quinzena de junho, em relação ao mesmo período do ano passado.

Diante do atual cenário econômico por conta da pandemia de coronavírus e a consequente suspensão dos festejos de São João em toda a Bahia, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio) revisou a projeção de perdas para o comércio dos itens mais relacionados ao período, que é um dos mais movimentados para o comércio do estado. Por conta do potencial pico da pandemia no final de maio, o governador Rui Costa já havia dito que “nenhuma cidade da Bahia vai festejar o São João”. Prefeitos dos municípios com grande tradição nos festejos juninos, como Santo Antonio de Jesus, Senhor do Bonfim, Amargosa, Ibicuí, Irecê também já anunciaram o cancelamento da festa.

A estimativa anterior da Fecomércio era de queda de 23% na segunda quinzena de junho, em relação ao mesmo período do ano passado. A retração atualizada é de 32% com o varejo de supermercados e vestuário faturando cerca de 810 milhões de reais, ou seja, R$ 375 milhões a menos do que em 2019.

A ausência dos turistas, que têm um papel importante nos gastos nas festas de São João, é outro fator que fez com a entidade revisasse o dado de vendas do período. “Todas as regiões do país estão sofrendo com a mesma situação, com cancelamento de importantes eventos geradores de emprego e renda, e não seria diferente na Bahia. O desejo é que todos sigam as recomendações dos órgãos competentes de saúde para que o quadro de contaminação percorra de maneira sustentável para o sistema de saúde, e para que a economia, comércio e serviços possam voltar a funcionar com tranquilidade”, declarou o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade.

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