Doadores de órgãos diminuem 6,5% no Brasil na pandemia, revela estudo

O relatório ressalta que os números nos últimos anos apresentavam um comportamento de crescimento gradativo.

Foto: Reprodução/Pixabay

Entre os muitos impactos da pandemia da Covid-19 na saúde, está a forma como ela afetou a doação de órgãos e transplantes no primeiro semestre de 2020 no Brasil. Dados de um levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), divulgado nesta quarta-feira (12), mostram que a taxa de doadores efetivos caiu 6,5% em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

O relatório ressalta que os números nos últimos anos apresentavam um comportamento de crescimento gradativo. Conforme reportagem do G1, no ano passado atingiu o índice de 18,1 pmp (por milhão de população) e, no primeiro trimestre de 2020, ainda sem a Covid-19, a taxa chegou a 18,4 pmp – próxima da projetada para este ano. Mas o levantamento mostra que atualmente esse índice é de 15,8 pmp.

Ao observar as regiões do país, o Nordeste está entre as três que tiveram diminuição nas taxas de doadores efetivos. Aqui foram 37%. As outras são Norte (47,4%) e Centro-Oeste (12,6%). Os dados ainda mostram que houve aumento nas regiões Sul (5%) e Sudeste (3,1%).

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