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Publicado em 25 de Janeiro de 2018

Protesto contra morte de morador do Areal bloqueia Avenida Alberto Passos

A manifestação interrompeu o tráfego de veículos no centro de Cruz das Almas por cerca de 20 minutos.
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Protesto contra morte de morador do Areal bloqueia Avenida Alberto Passos

Na noite desta quinta-feira (25) dezenas de moradores do Areal saíram e passeata pelo centro de Cruz das Almas durante uma manifestação contrária a ação da Polícia Militar que resultou na morte de um morador identificado como “Assinho”. A morte, registrada na tarde da última terça-feira (23), ocorreu no bairro durante uma incursão de duas guarnições do PETO (Pelotão de Emprego Tático Operacional), lotadas na 27ª CIPM.

Puxando uma carroça utilizada pelo morador que era catador de lenha e carregando faixas e cartazes com palavras pedindo “Justiça” e “Luto”, os manifestantes chegaram a interromper o tráfego de veículos na Avenida Alberto Passos por cerca de 20 minutos, provocando um congestionamento na via, uma das mais importante da cidade. Apesar disso, nenhum incidente foi registrado durante a manifestação.

Presente no local, o Forte na Notícia conversou com Jairo Santos, até então o melhor amigo de “Essinho”. Segundo ele, o seu amigo não possuía envolvimento com o tráfico de drogas, era uma pessoa que todos gostavam. “(…) Eu morro nos pês de qualquer um, mas vou dizer que ele era inocente. Quem viu a morte, mas está com medo de falar, chegou para mim e falou que viu os policiais torturando, depois que bateu, bateu e matou o rapaz. Posso amanhecer morto, mas não estou nem aí, porque sou pela verdade. Os caras que eles (PM) mataram era inocente. Eu vou bater no peito e dizer que era um cara sem pai e sem mãe, cozinhava de lenha; tinha vergonha de pedir um prato de comida, ele tinha vergonha quando pedia dinheiro para comprar comida”, desabafou.

Segundo reportagens divulgadas pela imprensa local, policiais militares teriam afirmado que o morador possuía envolvimento com o tráfico e teria atirado em direção a guarnição durante o patrulhamento na área onde ocorreu o confronto. Por esse motivo, a PM teria revidado a injusta agressão. Apesar da morte ter sido tratada como auto de resistência, a Policia Militar não divulgou a imagem da arma apreendida com o suspeito.

Paulo Galvão|FORTE NA NOTÍCIA

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