Comitê Científico do Consórcio Nordeste recomenda a proibição de festas de réveillon e do Carnaval nos estados da região

Boletim divulgado nesta sexta-feira diz que eventos poderiam intensificar a transmissão do coronavírus e resultariam em nova onda da pandemia.

Foto: Max Haack/Ag Haack

O Comitê Científico do Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, divulgou um boletim nesta sexta-feira (3), onde recomenda a proibição de festas de réveillon e do Carnaval nos estados da região.

O documento destaca que no momento, o Brasil tem 63% da população total e 75% da população de maiores de 12 anos completamente vacinada. E que diante dos cenários nacional e global, o Comitê Científico do Consórcio Nordeste apresentou seis recomendações aos governadores e gestores municipais da região.

Entre elas, o cancelamento das festividades de final do ano e do Carnaval, que possam gerar aglomerações. O comitê defende que essas festas intensificariam a transmissão do coronavírus e resultariam em nova onda da pandemia.

Além disso, o Comitê Científico do Consórcio Nordeste pede que os governantes da região intensifiquem a vacinação para alcançar, o mais rápido possível, uma maior parcela da população com vacinação completa. Recomendando inclusive, uma busca ativa das pessoas que ainda não receberam a segunda dose. Para isso, o comitê faz sugestões como o uso dos agentes comunitários e ampliação dos locais de vacinação nas cidades em locais de grande circulação de pessoas.

O comitê ainda recomenda a aplicação da vacina nas escolas, para atingir a maior cobertura de vacinação com a primeira e a segunda dose nos adolescentes. E sugere ainda o uso de viaturas como o carro da vacina, em analogia com o “carro do ovo” nas cidades, em que se utiliza serviço de som, como já é feito em alguns locais do país. Também é importante fazer ampla divulgação nas mídias em campanhas para convocar a população sobre a necessidade de completar a vacinação com duas doses e sobre a dose de reforço para a população idosa;

Outras recomendação são a manutenção do uso obrigatório de máscaras faciais e outras medidas de proteção individual e coletiva, como a exigência do passaporte de vacina para entrada em cinemas, teatros, estádios de futebol, e estabelecimentos do gênero, além do capital político de governadores e outros atores políticos para estimular a solidariedade internacional a desenvolver mecanismos que ampliem a vacinação globalmente, em especial nos países africanos;

E por fim, a sexta recomendação é de identificar todas as possíveis barreiras que dificultam a expansão da cobertura vacinal na população com a implementação de mecanismos para superá-las.

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