Ciclismo limita nível de testosterona em atletas transgêneros

A partir de agora, terão de possuir até 5 nanomoles de testosterona por litro de sangue para competir na categoria feminina. Antes, o limite era de 10 nmol/L.

Foto: Pixabay

A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou hoje (11) novos regulamentos sobre a elegibilidade de atletas transgêneros para competir nos eventos do seu calendário. A partir de agora, terão de possuir até 5 nanomoles de testosterona por litro de sangue para competir na categoria feminina. Antes, o limite era de 10 nmol/L.

A regra foi aprovado em reunião do Comitê de Gestão da UCI e vai entrar em vigor em 1º de março de 2020. De acordo com a UCI, os novos regulamentos “são projetados para incentivar os atletas trans a competir na categoria correspondente ao seu novo sexo, garantindo condições equitativas para todos os atletas nas competições em questão”.

A partir de agora, todos os atletas transgêneros que desejam competir na categoria correspondente ao seu novo sexo devem fazer uma solicitação médica para a UCI, pelo menos seis semanas antes da data da primeira competição. O atleta deve provar que seu nível de testosterona está abaixo de 5 nmol/L por pelo menos 12 meses antes da data de elegibilidade e esse nível deve ser mantido.

“Graças a esse consenso, alcançado por um grupo de trabalho que representa as diversas partes interessadas de nosso esporte, nossa federação tem os meios necessários para levar em consideração – e refletindo os desenvolvimentos da nossa sociedade – o desejo dos atletas trans de competir, garantindo um nível de competição para todos os concorrentes. Este é um passo importante na inclusão de atletas transgêneros no esporte de elite”, afirmou o presidente da UCI, David Lappartient.

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