Bolsonaro quer iniciar 2020 com reforma ministerial

Titulares das pastas da Educação, Casa Civil e Minas e Energia devem ser substituídos, segundo interlocutores do governo.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro pretende começar 2020 com uma reforma ministerial no primeiro escalão, cujo plano deve ser anunciado até fevereiro. Segundo a Folha, o chefe do Executivo nacional pretende trocar três nomes: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Abraham Weintraub (Educação) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Onyx passa por um longo processo de desgaste desde o início do governo, tendo perdido as funções de articulação política e coordenação jurídica da Presidência. Além disso, pesa contra ele a insatisfação de Bolsonaro quanto ao apoio frágil do DEM à pauta governista no Congresso.

Segundo interlocutores do presidente, as mudanças na equipe devem começar a acontecer no final de janeiro, antes da retomada das atividades do Congresso, em fevereiro. Bolsonaro não deve fazer uma reforma ampla e as trocas serão graduais.

O enfraquecimento de Onyx afeta diretamente o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que é ligado ao chefe da Casa Civil. Embora sua postura ideológica agrade ao presidente e seus filhos, ele passou a ser malvisto pela área moderada do governo devido ao comportamento agressivo nas redes sociais e à capacidade de criar crises na área.

Entre as opções de substitutos para Weintraub, há indicações de um nome evangélico, o que garantiria a visão ideológica de Bolsonaro à frente da Educação. Se confirmada, a saída do ministro será a segunda baixa na pasta vista como chave por Bolsonaro desde a campanha eleitoral.

Já na equipe econômica, Bolsonaro estuda a saída do almirante de esquadra Bento Albuquerque, de Minas e Energia. A ideia é indicá-lo para a vaga destinada à Marinha no STM (Superior Tribunal Militar). O posto será aberto em maio do ano que vem com a aposentadoria do ministro Alvaro Luiz Pinto, que completará 75 anos.

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