Bahia registra 56 mortes por dengue este ano

Casos da doença na Bahia tiveram aumento de 650,9% de 2018 para 2019.

Foto: Reprodução

Devido ao aumento de 650,9%, de casos de dengue na Bahia, o Ministério da Saúde (MS) alerta que estados, municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 371 municípios realizaram notificações para esse agravo, sendo que um total de 56 indivíduos morreram por dengue no estado.

Segundo informações da Sesab, 55.114 novas notificações foram registradas no período de janeiro a agosto deste ano. Enquanto no mesmo período ano passado, foram notificados 7.339 casos. Dos 56 óbitos relacionados, 29 foram confirmados laboratorialmente. Feira de Santana lidera com 13 mortes, enquanto Salvador fica em segundo lugar com três vítimas fatais da doença.

A Sesab informa, ainda, que outras cidades tiveram registros de mortes, por causa da doença. Entre elas estão; dois em Paulo Afonso, um em Candeias, um em Rafael Jambeiro, um em Saubara, um em Jacobina, um em Paripiranga, um em Presidente Dutra, um em Santo Antônio de Jesus, um em Simões Filho, um Candiba, um em Camaçari e um Mulungu do Morro. Treze óbitos foram descartados e 14 permanecem em investigação.

O secretário de Vigilância em Saúde, do MS, Wanderson Kleber, reforça que a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos. “O Brasil vem de dois anos seguidos com baixa ocorrência de dengue, portanto é necessário que os profissionais de saúde estejam atentos a esse aumento de casos. É preciso que eles estejam mais sensíveis e atentos para a dengue na hora de fazer o diagnóstico. Quanto mais cedo o paciente for e der início ao tratamento, menor o risco de agravamento da doença e de evoluir para óbito”, explica Wanderson.

Combate

O Ministério da Saúde ressalta, ainda, que as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Todas as ações são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos, como o Ministério da Educação; da Integração, do Desenvolvimento Social; do Meio Ambiente; Defesa; Casa Civil e Presidência da República.

O órgão, também, oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais. Para o diagnóstico das doenças zika e chikungunya, e também dengue, todos os laboratórios do país estão abastecidos com o teste em Biologia Molecular. Segundo o Ministério, também são investidos recursos em ações de comunicação, como campanhas publicitárias e divulgação nas redes sociais, junto à população.

Notificações

Chikungunya – No período de janeiro até agosto, foram notificados 3.930 casos prováveis no estado. No mesmo período de 2018, foram notificados 3.542 casos prováveis, o que representa um aumento de 10,9%. No total, 173 municípios realizaram notificação para esse agravo. Até o momento, há registro de 08 óbitos por Chikungunya, sendo dois em Feira de Santana, dois em Candeias, três em Madre de Deus e um em Salvador.

Zika – No período de janeiro até agosto, foram notificados 1.555 casos prováveis no estado. No mesmo período de 2018, foram notificados 1.062, o que representa um aumento de 46,4%. No total, 164 municípios realizaram notificação para esse agravo. Não há registro de óbitos pelo agravo neste período.

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