Árbitro disse que cabeça de Gilberto estava à frente em gol do Bahia anulado, revela Ferraz

Com a derrota contra o Grêmio, a sétima seguida, o Bahia estacionou nos 28 pontos, é o porteiro do Z4, na 16ª colocação.

Foto: Reprodução / Premiere

Vice-presidente do Bahia, Vitor Ferraz, afirmou que o árbitro de vídeo na partida contra o Grêmio indicou que a cabeça do atacante Gilberto estava à frente dos defensores gremistas no gol anulado na partida na qual o Tricolor baiano foi derrotado por 2 a 1 para os gaúchos, na última quarta-feira (6), em Porto Alegre, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

De acordo com o dirigente, a afirmação foi do árbitro Caio Max Augusto Vieira, numa conversa informal com representantes da comissão técnica do Esquadrão na saída da Arena do Grêmio, onde a partida foi realizada. “Nós já pegamos as imagens, fomos no detalhe, e não conseguimos verificar em que momento a cabeça de Gilberto estava á frente dos defensores do Grêmio para justificar a assinalação daquele impedimento. É algo realmente que precisa ser esclarecido”, declarou, em entrevista ao programa BN na Bola, da rádio Salvador FM, com apresentação dos jornalistas Ulisses Gama, Glauber Guerra e Emídio Pinto, nesta quinta-feira (7).

Segundo Ferraz, o clube está preparando uma representação que pede, entre outras solicitações, as imagens e áudios da cabine no VAR que analisou e invalidou o gol de Gilberto. Ele também disparou contra o chefe de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba. “A CBF erra quando entrega a gestão do VAR a Leonardo Gaciba. Nós temos manifestado com alguma frequência a insatisfação com diversas decisões equivocadas que trouxeram prejuízo ao clube”, disse.

“O resultado ontem foi ruim, então torna o dia difícil, e ainda mais a forma como esse resultado se deu, com um erro tão grosseiro e absurdo, um prejuízo incalculável para nosso clube, que foi o erro da anulação que seria de empate”, acrescentou.

Ele também fez uma série de críticas ao sistema do VAR. Para ele, o advento da tecnologia no futebol é benéfico. Contudo, ele avalia que, mesmo com este aparato, o clube segue sendo prejudicado por erros humanos. “O VAR no Brasil se tornou uma tragédia, e não é por causa da tecnologia. O Bahia foi um dos primeiros clubes a manifestar favoravelmente no intuito da utilização do sistema de vídeo na abrigarem, e continua sendo a favor. Mas a utilização do sistema precisa ser feita com a qualidade de pessoas necessárias para tal”, concluiu.

Com a derrota contra o Grêmio, a sétima seguida, o Bahia estacionou nos 28 pontos, é o porteiro do Z4, na 16ª colocação, e pode entrar no grupo dos quatro últimos colocados caso o Vasco vença o Atlético-GO, nesta quinta, em Goiânia.

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