Após assassinato de estudante em Cachoeira, entidades ligadas à ONU fazem apelo pelo fim da violência contra mulheres

Elitânia Souza foi atacada a tiros pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Ela já havia prestado queixa contra ele e tinha uma medida protetiva.

Foto: Reprodução/Facebook

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ONU Mulheres emitiram nesta terça-feira (3) uma nota pedindo pelo fim da violência contra mulheres e repercutindo o assassinato de Elitânia de Souza da Hora, que foi atacada a tiros pelo ex-namorado na cidade de Cachoeira, no recôncavo da Bahia.

Na nota, as entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU) também prestam solidariedade aos familiares e amigos de Elitânia Souza.

“Este crime, assim como os muitos feminicídios anteriores, que tiraram a vida das mulheres, nos mostram o quão urgente é a necessidade de intensificar esforços e investimentos na prevenção da violência contra as mulheres”, diz um trecho do comunicado.

“Por Elitânia de Souza da Hora, e pelas muitas mulheres e meninas como ela que correm o risco de sofrer violência com base em seu gênero, o UNFPA e a ONU Mulheres fazem um apelo público para que o caso seja apurado e solucionado, e nós fazemos um chamado a toda a sociedade brasileira, especialmente aquelas pessoas em espaços de tomada de decisão, para garantir que a justiça seja feita e que soluções sejam encontradas, de forma a virar a página da violência contra as mulheres e promover o bem-estar de todas as pessoas”.

O crime ocorreu na noite de 27 de novembro. Elitânia já havia prestado queixa contra o ex-namorado por agressões, e tinha uma medida protetiva, que determinava o afastamento dele, porém o suspeito descumpriu a decisão. A jovem voltava para casa após assistir aula na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde cursava serviço social, quando foi surpreendida pelo ex-namorado. Ela chegou a ser socorrida e foi levada para um hospital, mas não resistiu. O corpo da jovem foi sepultado em Cachoeira no dia 29 de novembro.

Alexandre Passo Goes Silva, de 34 anos, foi preso no mesmo dia do enterro da vítima, após se apresentar na delegacia de Feira de Santana, cidade a 56,9 km de Cachoeira. Na ocasião, ele teve mandado de prisão preventiva cumprido. O suspeito se recusou a falar no depoimento e, em seguida, foi encaminhado para o sistema penitenciário.

Nesta terça-feira, dezenas de amigos e familiares de Elitânia se reuniram na Igreja Cosme e Damião, em Cachoeira, para a missa de sétimo dia da morte da jovem.

Compartilhe