‘A situação prisional da Bahia é uma das melhores do Brasil’, diz Nestor Duarte

Nestor Duarte fala sobre a situação prisional na Bahia e como foi atuar na área durante a crise sanitária da Covid-19.

Foto: Carol Garcia/GOVBA

Apesar de ressaltar que não tem uma posição totalmente formada sobre a regulamentação de drogas, o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), Nestor Duarte, concordou com o titular da SSP, Ricardo Mandarino, que voltou a defender na semana passada a legalização dos entorpecentes no país, com o argumento de que ajudaria a reduzir a criminalidade.

“Eu vi a entrevista do secretário Ricardo Mandarino. Eu não sou especialista no tema, mas o que ele disse tem toda a lógica no sentido de que, se você regulariza algumas coisas, elas passam a pagar imposto. Esse imposto iria para a área de saúde, a área policial. É um tema de alta indagação. Ainda não tenho uma posição totalmente formada em relação a isso, mas você vê que, em países civilizados, tipo na Holanda, os presídios foram se fechando por falta de gente delinquindo. A sociedade atinge um nível social, intelectual, cultural, econômico e não comete mais crime”, afirmou Duarte, em entrevista à Tribuna.

Ainda na entrevista, Duarte fala sobre a situação prisional na Bahia e como foi atuar na área durante a crise sanitária da Covid-19. “Olha, nós temos hoje uma situação prisional na Bahia das melhores do Brasil, senão a melhor. Modéstia à parte, não sou eu. É uma equipe. São anos e anos de trabalho identificando o que fazer. O Brasil tem 800 mil presos, e tem 250 mil vagas. Então, é uma sobrecarga no sistema de mais de 200%. Aqui, na Bahia, nós temos em torno de 15 mil presos, temos 12 mil e poucas vagas, e estamos inaugurando Brumado e Irecê, que está pronta”, pontuou. Leia mais AQUI.

Compartilhe